Para começar de um jeito mais convencional, falemos de nosso protagonista, Norman Bates. O que estão tentando fazer? Puxa vida, odiava ...
Para começar de um jeito mais convencional, falemos de nosso protagonista, Norman Bates. O que estão tentando fazer? Puxa vida, odiava o cara até dois episódios atrás, daí eles me vêm com essa de fazê-lo reconhecer que tem algum tipo de problema e agora Norman parece estar nutrindo alguma esperança de que possa haver alguma solução, medicamento ou terapia que dê jeito. Isso é mesmo de partir o coração, ainda mais considerando a particularidade desta série, que é a de que sabemos como tudo se encaixa no final. Entretanto, não significa que não podemos ter algumas surpresas no caminho...
Uma delas, aliás, foi o fato de que o tal psiquiatra acabou presenciando um dos apagões de Norman, e acabou conversando com “Norma”, que aliás, foi sinistro e ao mesmo tempo fantástico. Como sempre, Norman incorporando a personalidade de sua mãe é demais, e o modo como isso foi revelado ao médico foi melhor ainda, e bem assustador. Sério mesmo, se fosse ele seria o cúmulo do anti-profissionalismo e sairia correndo dali. Agora sinceramente, tudo isso me levou a pensar em como é que tudo isso se desenrola, uma vez que, agora que o segredo vazou, não tem a menor possibilidade desse médico liberar nosso protagonista, a não ser que “Norma” intervenha, mas já devo acrescentar, será difícil, considerando que Bates se encontra em uma clínica.
Deixando as cogitações de lado, falemos agora de outro probleminha que me aparece no horizonte, bem agora que Dylan pretende ir embora com Emma: o tal do Chick, que, depois de tomar uma surra do Caleb e sendo abandonado pela esposa e pelo resto do mundo, decide atazanar a vida de Norma, e acaba descobrindo mais do que deveria a respeito dela e de seu irmão. Não tenho ideia do que pensar sobre isso, então prefiro manter minhas ideias na cachola, pelo menos até o próximo episódio.
Outra coisa que me aconteceu, foi que ri muito com Emma nesse episódio, pois esta, como Norma, sempre fala tudo sem rodeios, o que deixa seus diálogos com Dylan a respeito do relacionamento de ambos na medida certa entre o cômico e o natural. Enfim, creio que dessa vez tivemos mesmo momentos fofos, já que, enfim, a relação do novo e até inesperado casal parece ter avançado e ficado mais natural, pois com toda aquela coisa do transplante, ainda não tínhamos, de fato, visto muito dos dois.
Já Romero, ou melhor Romeu, pois como vimos, a moça do banco parece obcecada com ele e com o fato de ele continuar dizendo que não tem a chave do cofre no banco pertencente à Bob Paris – sendo que, por favor, todos sabem que ele matou o cara. Nosso xerife acabou, por fim, sendo confrontado por Norma, que descobriu que seu marido matou Bob mas, como já era de se esperar, entendeu a situação, visto que não é a primeira vez que acontece esse tipo de coisa em White Pine Bay.
Concluindo, o negócio andou meio devagar, insinuando coisas, mostrando outras, tendo alguns momentos bons, e, ao final, somente nos deixando cada vez mais ansiosos para descobrir o que acontecerá com Norman daqui para frente. Ah, e também deixando Norma sem sua janela à la vitral de Catedral do século retrasado. Acho que fiquei mais triste que a Norma,