Em 1963, um
romance de Julio Cortázar se junta à série de grandes obras publicadas por
escritores latino-americanos. Um livro difícil, que apresenta uma série de
técnicas inovadoras e se inscreve dentro do espírito da vanguarda. Vinte anos
depois, O Jogo da Amarelinha é consagrado um clássico, uma das obras mais
importantes da literatura de língua espanhola ao lado de Cem anos de solidão,
de Gabriel Garcia Márquez. O jogo da Amarelinha é um labirinto literário no
qual Cortázar discute os questionamentos do homem diante de seu destino,
conflitos, dúvidas e paixões. Dividido em três partes, pode ser lido de
diversas formas. Cada leitor cria o seu próprio livro e ritmo.
Julio Cortázar
foi um escritor argentino, com muitas obras publicadas, algumas lançadas no
Brasil, a principal foi o jogo da amarelinha. Ficou conhecido como o mestre do
realismo fantástico porque unia a realidade ao universo fantástico.
Ele foi lançado
inicialmente em 1963 e relançado este ano pela editora companhia das letras em
uma edição linda, com as laterais do livro com quadrados coloridos, uma edição
digna de se ter na estante. Na época do seu lançamento ele causou uma revolução
pela proposta que trazia, pois não precisa ser lido obrigatoriamente de forma
linear, que é a forma como estamos acostumados a ler. Cortázar criou uma ordem
diferente, fazendo com que cada leitor tenha uma experiência diferente com o
livro.
O pior é que, justamente nesse momento, quando quase ninguém ainda aprendeu a levar a pedra até o Céu, a infância acaba de repente.”
Além disso ele
trouxe para o livro elementos das histórias em quadrinhos, novelas de rádio,
arte pop, música e gírias. O livro é dividido em 3 partes: Do lado de lá, que
se passa em Paris; Do lado de cá, que se passa na Argentina; De outros lados ou
capítulos prescindíveis, que não faz parte da história linear.
A vida, como um comentário de outra coisa que não alcançamos e está aí ao alcance do salto que não demos.”
Confesso que
tinha muita expectativa sobre a história, devido a sinopse e algumas críticas
que li, isso acabou afetando a minha leitura, pois acabei me decepcionado. Ela
não é surpreendente ou nada do que imaginei. A leitura flui, mas a história não
prende, não desperta a sua curiosidade, os personagens também não são
cativantes. As muitas citações a autores, filósofos e outros, atrapalha um
pouco o entendimento da trama, pois se você não os conhece não consegue
entender a que o autor está se referindo. Talvez na época do seu lançamento
essas referências fossem mais fáceis de serem compreendidas. Então aconselho
que deixem as expectativas de lado antes de lê-lo.
O desejo a cada tantas horas, nunca demasiadamente diferente, e de cada vez, outra coisa: armadilha do tempo para criar as ilusões.”
E para aqueles
que assim como eu amam ouvir música enquanto estão lendo, existe uma playlist
no spotify chamado Rayuela com todas as músicas citadas no livro, vai te ajudar
a entrar no clima do livro.
O absoluto é aquele momento em que alguma coisa alcança a sua máxima profundidade, o seu máximo sentido, deixando então de ser interessante."
Título Original: Rayuela
Autor: Julio Cortázar
Tradutor: Eric Nepomuceno
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 592
Ano: 2019
Onde Comprar: Amazon
Postar um comentário Blogger Facebook