“Go home.” – Leroy Jethro Gibbs
After Hours foi um tanto quanto... inusitado. Não pela
conclusão do caso, mas pela forma como o episódio foi construído. Para mim, o
caso não foi tão extraordinário, simplesmente porque já sabia como seria o
desenrolar do mesmo. Essa foi a prova de como spoilers podem arruinar sua série
favorita em três segundos.
Mesmo esperando o episódio todo pelo que já sabia que iria acontecer,
foi divertido descobrir como a equipe passa o tempo livre enquanto um caso os
atormenta. Quando o Petty Officer Second Class James Muldoon voltava para casa,
viu uma mulher sendo atacada por um homem. Como todo bom herói, ele para seu carro e a salva, atirando no agressor.
E essa é a história contada e comprovada por evidências. Até que algo começa a
incomodar os agentes.
Por se tratar de um caso aparentemente simples e que começou
um pouco tarde, Gibbs deixa que a equipe vá para casa e terminem o caso no dia
seguinte. A calmaria tomava conta de cada membro da equipe até que McGee começa
a desacreditar no depoimento de Muldoon durante seu download dinner com
Delilah. Aliás, foi graças à namorada de Tim que uma das melhores cenas foi
desenvolvida: McGee refazendo a cena do crime com o jantar. Lembrei
imediatamente da minha avó falando que “não se deve brincar com comida”. Toda a
briga entre os dois e depois a curiosidade de Delilah em resolver o caso foi um
gás extra ao episódio.
Em outro lugar da cidade, Tony saía para jantar com Leah, a
primeira Triple T que DiNozzo teve em anos. A cena em que ele arruma seu
apartamento para que fique extremamente chamativo para a mulher foi ótima. Mas
a melhor parte foi o porta retrato com a foto de DiNozzo e um cachorro (que
espero profundamente ser o Jethro, o cachorro do episódio Dog Tags – S05E13),
que tem a foto de DiNozzo e um gato no verso. Genial. Além de tocar piano e
cantar Strangers In the Night, Tony impressionou ao deixar Leah completamente
entediada enquanto ia narrando o caso para a mesma. Só tinha uma coisa que me
fez ficar refletindo sobre o encontro de DiNozzo e Leah ter ido para o
apartamento do agente: o que aconteceu com a regra de não levar mulheres para o
apartamento, sendo que fica mais fácil escapar delas durante a manhã?
Aparentemente, as mudanças continuam acontecendo.
Como era de se esperar, Gibbs não larga o osso de jeito
nenhum, não importando o quanto ele tente. Assim como Bishop, que não saiu do
prédio enquanto não conseguiu uma pista sólida. Amo as interações entre Ellie e
Ducky. E quando Jimmy está na jogada, fica ainda melhor. Depois de sair da
autópsia, ela vai direto à casa de Gibbs, provando que ambos possuem várias
coisas em comum, principalmente após o divórcio. Gosto muito quando os dois
trabalham juntos. Sinto como se fosse quando a Ziva trabalhava com Gibbs,
mostrando um sentimento de proteção e, ao mesmo tempo, respeito.
Ver todo mundo indo para a cena do crime no meio da noite,
até Abby em seu pijama, foi a certeza do quão unida e homogênea a equipe é. De
que quando uma coisa incomoda um membro, a probabilidade de incomodar os outros
é extremamente alta. Um episódio bom,
aproveitando bem todos os personagens e explorando áreas que NCIS demorou um
pouco para explorar. Em resumo: foi um episódio muito bem estruturado. E espero
que venham mais assim.
P.S.: Anthony DiNozzo, o que aconteceu com Ziva, o segundo
peixinho dourado? Mesmo tendo citado apenas Kate, ficou bem visível que só havia
um peixe no aquário;
P.S.2: Previously, on Abby’s Lab foi excelente. Só acho que
isso poderia se repetir;
P.S.3: Amei a ideia do Download Dinner;
P.S.4: Acho extremamente necessário levar a Victoria para
passear no prédio um dia. Quero ver toda a equipe babando na baby Palmer!
“My gut is telling me that the good guys are alive and the
bad guy's dead. And all the evidence points that way. But-but things aren't
adding up. And so I'm questioning, is my gut wrong? Do I question that?
Because, you know it's a terrible thing to in my line of work-- you know,
people die that way.” – Timothy McGee


