Finalmente a série deixou claro para os fãs recentes que John Constantine não é um herói...
Para quem nunca leu o cânone dos quadrinhos que inspira a série, ou até mesmo assistiu o filme (por mais que este não seja o melhor exemplo de adaptação), John Constantine até então parecia mais um herói que derrota monstros e salva o dia, não muito diferente de Sleepy Hollow ou Supernatural, mas "A Feast of Friends", mostra o verdadeiro Constantine.
Logo nas primeiras impressões eu falei sobre a personalidade de anti-herói do personagem de Matt Ryan, mas a série até então não tinha dado espaço para esse lado de seu protagonista, o episódio dessa semana, não só define John como um anti-herói, mas diferencia a série Constantine de quaquer outra que você já tenha visto.
"A Feast of Friends" retorna com os excelentes efeitos especiais e roteiro mais sombrio e assustador do episódio Piloto, nele um demônio que desperta a fome em seu receptáculo foi libertado por Gary, um antigo amigo de John que busca a sua ajuda para prendê-lo, mas o demônio só pode ser parado com um sacrifício humano.
A participação de Gary Gaz, traz mais detalhes sobre o acontecido de New Castle, ele fazia parte do grupo de John quando Astra foi levado pelo demônio, mas esse não é o objetivo do episódio, a história de Astra é pano de fundo para a personalidade patética de Gary, um viciado em heroína, que parece depender de John para dar sentido a sua vida e é capaz de causar dor para quem tenta ajudá-lo, ele não é mal, mas não é um exemplo de cidadão.
Durante o episódio vemos John lutar contra o demônio, temos uma ótima sequência de alucinações que contam a história da criatura e a liga com um vilarejo africano que enfrentou a mesmo impasse que Constantine enfrenta nesse episódio.
A maneira de prender o demônio e acabar com todo o mal que ele poderia causar, era fazê-lo possuir um receptáculo humano, que seria consumido de dentro para fora. Diferente dos finais previsíveis (porém adorados, inclusive por mim), não tivemos um final feliz, onde o protagonista encontraria uma outra maneira de destruir o mal e ainda salvaria uma vida, é ai que vemos que a série Constantine pretende tomar um rumo diferente de tudo o que já vimos.
ALERTA DE SPOILER ABAIXO
Com o final em que John segurava a mão de Gary enquanto ele agonizava com o demônio dentro de si, vimos que o final feliz não é mandatório nessa série e até mesmo os anjos percebem a necessidade de sacrifícios. Por mais que Gary não fosse uma boa pessoa, ele não era o "vilão da semana", era simplesmente um viciado, dependente de atenção, que foi cruelmente manipulado por John para aceitar seu destino. Acho que isso já é anti-heroísmo o suficiente para uma temporada!
FIM DO SPOILER
E com mais uma surpresa, Constantine se diferencia de qualquer outra série e está cada vez mais perto de se solidificar na grade das estreia de sucesso do ano!
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