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Title: [REVIEW] ONCE UPON A TIME - S03E20: KANSAS
Author: Diário de Seriador
Rating 5 of 5 Des:
Evil is isn't born, it's made and so is good. Quando me perguntam “Porque você assiste Once Upon a Time”, é realmente difí...

Evil is isn't born, it's made and so is good.

Quando me perguntam “Porque você assiste Once Upon a Time”, é realmente difícil explicar no começo, pois, a história parece, e pode até ser, boba quando você fala. Uma história de personagens de contos de fadas pode parecer a coisa mais besta e sem sentido da terra. E então, hoje eu posso dizer: Assista ao episódio certo, o amor vem por conseqüência. Depois de "Kansas" eu não sei de mais nada. Só sei que amei e odiei as coisas ao mesmo tempo. Mas vamos por partes, porque o episódio foi complexo e me deixou pilhada para a season finale (que terá duas horas de duração, não esqueçam).

Destino. Bom e Mau. Esses são os pontos que somos convidados a analisar nesse episódio. Tanto para os personagens, como para nós mesmos, afinal, tudo isso é também um convite a um debate interno para cada um. Até que ponto você precisar aceitar as coisas como são? Até que ponto podemos fazer as coisas mudarem? Até que ponto somos bons e o quão grande é a nossa bondade? Quem escreve nosso destino?

Esse episódio foi surpreendente de maneira geral. Eu simplesmente amo quando temos flashbacks que nos mostram o que levou tal personagem a seguir tal caminho. Isso faz parte do que eu disse acima sobre mudar o próprio destino. Regina e Zelena tiveram sua chance, uma teve mais sucesso que a outra nesse caso. Zelena sempre teve problemas com inveja. Ela sempre teve inveja de qualquer um que pudesse ter algo que ela não pudesse, mas o que sinto realmente, é quase uma suplica por atenção. Ela nunca superou o abandono, ou o fato de Regina estar conseguindo as coisas e sendo, aparentemente, mais feliz do que ela. No fim, ela é uma perfeita filha de Cora. 

Quando, depois de muito tempo, Zelena passa a sentir se em casa e com a atenção devida por parte das suas irmãs do sul, leste e norte...aparece ela. Dorothy, em um ciclone como a profecia previa. Dorothy seria a do Oeste e Zelena, o mal que ela precisaria derrotar. Esse era o destino de Zelena, ser má. E ela o foi, não conseguiu superar a inveja que a atingiu ao ver Dorothy sendo centro das atenções, ela fica verde novamente, engana a todos fazendo com que todos acreditassem que ela estava morta pelas mãos da menina e, então, a ajuda a ir para casa e manda Glinda para um exílio. Glinda, aqui vão minhas desculpas para você, gata. Desculpa ter desconfiado e sinto muito pelo seu destino. De coração. Ela era realmente boa e foi uma pena o que houve com ela. Porém, as outras bruxas eram mudas e cegas?! Só Glinda fazia algo naquela mesa redonda. Por Deus. Voltando ao ponto, Zelena sela seu destino ao deixar a bondade de lado e optar por inveja e vingança. Um erro não cometido por aqueles que abraçam sua segunda chance. Um erro não cometido por Regina.


Quando o bebê de Mary e David nasce, atualmente em Storybrook, Zelena o toma facilmente. O que chega a ser irritante. Ela tinha todos os elementos que precisava agora. E eu estou encantada com o detalhamento dos escritores dessa série. Eles conseguiram mesclar os elementos da história do Mágico de Oz de forma perfeita, porém, misturando tudo e deixando essas coisas lindas. Eu sempre associei as “peças” que a Zelena precisava para colocar o feitiço em prática com os elementos de Oz e por isso nunca consegui entender bem o quarto elemento. No fim, os elementos que ela precisava eram: Coragem, Inocência, Inteligência e Amor. As quatro qualidades, uma pertencente a cada bruxa de Oz. E, então, você percebe que nenhuma frase é dita de forma aleatória nessa série.

Vamos falar da primeira parte – de duas - que não gostei: Capitan Swan. Não, gente...calma. Eu sou Capitan Swan sim. Porém, achei meio falta de imaginação as coisas tomarem aquele rumo. Não, Hook não devia ter ido com Emma porque não havia NADA que ele pudesse fazer, além de tirar seus poderes. Qualquer um, com um cérebro maior do que uma ervilha, poderia pressupor que Zelena o usaria, e é o que ela faz. Quando a Wicked afoga Hook, Emma faz um “boca- a- boca” e traz o pirata de volta, mas isso custa os seus poderes. Para mim, o que pareceu, foi que os roteiristas não sabiam o que fazer para Regina ser a Salvadora, considerando o tamanho do poder da Emma. A solução básica, era retirar os poderes dela, mesmo que com uma explicação de quinta feito essa. Não gostei. 

Porém, o importante era ver a o outro lado. O lado que quem agarrou a segunda chance que teve e passou de vilã para heroína. A redenção de Regina tem sido trabalhada ao longo de duas temporadas e, ainda assim, foi impressionante. Henry é o primeiro – seguido do true love-  a fazer ela acreditar em si mesma. Eu na hora me lembrei de "Going Home", onde Regina acredita veemente que está destinada a não ter um final feliz e fala "I'm a villain and villains don't get happy endings" e Henry a lembra que ela não é mais a vilã, ela é mãe dele. Henry faz isso novamente (prestando para algo na série) e faz ela entender. Eu já disse na minha review anterior que esse é o problema dela. Ela não acredita em si mesma ou não entende como alguém pode amá-la. Talvez, ela esteja pensando que está em seu destino ser Evil Queen. Mas o destino é uma linha tão tênue e tão singela que, as vezes, passamos por cima sem nem nos darmos conta. O destino, pelo menos ao que eu acredito, não está traçado. E cabe a cada um, baseado em escolhas diárias, moldá-lo a forma de desejar. Se nós e nossa essência, não somos estáticos, porque nosso destino seria?! Nós podemos mudá-lo e Regina o faz. 

Once upon a time you were a villain, but you've changed. You're a hero now.
Se apenas magia da luz, branca, poderia derrotar a Wicked, então é com Magia Branca que resolveremos isso. Quando Robin segura (SÓ SEGURA, GENTE! SÓ ISSO! AI MEU CORAÇÃO SHIPPER), ela passa a dominar a magia que precisa e vence Zelena. Se sentir amada é o tipo de sentimento que faz com a bondade necessária para dominar a magia branca aflore nela. Ela se sente amada por Henry e por Robin e, de certa forma, querida por aqueles que antes a odiavam. Ela derrota Zelena e se firma como a heroína hoje (minha foi sempre, gata). O destino dela foi mudado, ela faz o próprio destino. Ela pega as segundas chances e pinta e borda com elas. Ela deixa de ser Evil (Queen será para sempre). E mais do que isso, ela entende que agora não há espaço para vinganças. Ela não deixa Rumple matar Zelena, que agora estava sem poder. Ela se lembra da dor que causou a tanta gente, e ela não quer mais isso. Heróis não matam e, sim, ela é um dos bons agora. 

E então quando eu achava que sabia de tudo, levei um soco de direita no meio da cara. Pois é, os minutos finais (se bem que descobri isso tarde demais, não tive a pachorra de assistir olhando o time), foram de dar um nó bem dado e bem atado na cabeça de quem assiste. E tudo começa quando Regina guarda o pingente da Wicked no mausoléu da família. Aquele sorriso foi “Evil Queen” demais e fiquei me perguntando se aquilo era ambíguo. Mas isso é o de menos perto do que se seguiu.

A conversa de Zelena e Regina foi um ponto alto. Porque foi visível a diferença entre as duas. Zelena queria atenção, poder, ter tudo aquilo que Regina teve. A Inveja era seu guia. Regina era guiada pelo amor. Afinal, foi por isso que ela virou má, lembram?! Porque o amor de sua vida foi tirado dela. Ela nunca quis ser rainha. Ela nunca quis casar com o rei. Ela não queria essa vida, mas Zelena sim. Uma foi guiada pela inveja e outra pelo amor. Regina, o amor, foi capaz de mudar seu destino. Ela não matou Snow e, graças a isso, hoje tem Henry, o mala que ela ama de paixão. Ela vai dar a Zelena uma segunda chance, e seria ótimo se Zelena a pegasse. Regina foi do inferno ao céu, porque não com Zelena poderia acontecer o mesmo?! Além disso, meu coração dói toda vez que ela fala do Daniel, porque a Lana é boa atriz demais e você sente a dor dela. Em resumo, não basta Lana ser a melhor atriz da série, ela tem de ter o personagem mais lindo e complexo dela também. 

Meu coração Rumbelle foi do céu ao inferno, também, em tempo record. E eu quero matar o Rumple nesse momento. Belle, leva para ele a adaga que o controla, para que ele mesmo tenha controle sobre si. Ele deixa a adaga com ela, pois, ele é dela hoje e sempre. Ela acredita nele com toda a força do coração e isso me dói demais pelo que ele faz depois. Belle, é uma das minhas personagens favoritas, embora eu quase não fale isso nas reviews. É não falo porque dão pouco espaço pra ela. Belle é o amor e a inocência da série, a quem chame o Henry do “true believer”, mas na real é ela. Ela sempre vê o lado bom das pessoas, o lado doce da vida. E ela foi uma das pessoas que mais sofreu na série, aquela que em nenhum momento teve família mesmo, foi trancada por anos por Regina, perdeu a memória, levou tiro, aconteceu de tudo com ela. E a essência permaneceu, o amor por Rumple permaneceu. Ela acredita nele, aceita seu pedido de casamento e ele a trai no fim. E, então, a série que preza tanto o verdadeiro amor, mostra que para alguns, a vingança vem na frente.


Rumple, trai Belle. Entrega uma adaga falsa ao invés da verdadeira e vai atrás de Zelena. Ele jurou vingança por Bea e a mata. Sem dó e sem pensar. Ele é dono de si mesmo agora e faz ela pagar. Porém, aqui entra o fato que não gostei parte dois. Glinda já havia deixado a pista de que a vida de Zelena era agora aquele medalhão. Para mim, sempre foi lógico que era preciso destruí-lo para que Zelena morresse, qualquer coisa diferente não daria resultado. E não deu outra, quando ela vira caquinhos e depois pó, ela consegue reencontrar seu amuleto e, então, ir no local realizar a maldição. Mas, minha gente....vem comigo pensar por um minuto porque eu estou putíssima com esse fato. Esse "paranauês" todos de coletar os itens para realizar a maldição..rouba coração ali, filho lá, espada acolá para, então, ela  mesmo morta em forma de fumaça verde conseguir realizar por si só?! NÃO! Eu entendo que ela era forte. Que seu desejo de vingança era forte, mas..não gostei mesmo. Espero mesmo que a finale explique isso. Há alguma teoria lógica que possa explicar o fato de ela ter virado “cerâmica” na hora da  morte?! Se sim, eu perdi e aceito comentários explicativos. O mais perto que cheguei foi em uma metáfora com a superficialidade, mas não sei.  Zelena ainda está viva ou é apenas morte dela liberando toda a magia do medalhão?! Dúvidas. Muitas delas, existenciais inclusive já que perdi até o ar nesse episódio. 

Outro ponto é: Regina sabia que a adaga era falsa, um vez que ela deu a adaga para a Belle, e deu aquele sorriso porque sabia que Rumple a mataria ou....Regina sorriu porque era a heroína e tinha vencido e Rumple trocou a adaga posteriormente para enganar Belle?! Eu aposto e quero que seja a opção dois. Regina perderia todo o “Q” de heroína, além de decepcionar Henry, o que ela não saberia lidar. Confio na Queen. 

 Eu fiquei 30 minutos (The Drama Queen aqui), olhando para a tela preta com os créditos, sem acreditar no que via. Foi fantástico, surpreendente, e me deixou com gosto de quero mais.  E vocês, estão com o coração pronto para a finale de duas horas?! Eu não estou. Mas....fiquemos alertas..The new curse is coming!

PS1: Zelena derretendo atacada pela Dorothy foi uma cena fantástica e fez, não sei se intencional ou não, uma ligação com o fim desse episódio. Mas invés de derreter, ela virou cerâmica. Voltou, de alguma forma, do mesmo jeito.
PS2: PORRA, RUMPLE!!
PS3: Ele pegou o coração dela de volta! Awnnnnnnnnnnnn <3 Robin com carinha de: "Tu é fantasticamente foda e tu é minha". MORRO COM ESSES DOIS!


PS4: Emma, filha de uma mula. Se quiser ir para NY, deixa o Henry. Ele quer ficar e ele é mais legal com a Regina do que com você. Ela é a boa influência. Se cuida, beijos no coração. 
PS5: Lana...ai Lana....Jesus, Lana. Seja  minha <3 
PS6: Efeitos especiais bons, gente?! COISA LINDA!

PROMO DO PRÓXIMO EPISÓDIO:



06 Mai 2014

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