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Andressa Piccinini Andressa Piccinini Author
Title: [CANTINHO NERD] RESENHA - O CÓDIGO DE ATLÂNTIDA
Author: Andressa Piccinini
Rating 5 of 5 Des:
Nome: O código de Atlântida. Autor: Charles Brokaw Nº de páginas: 495 Ano: 2012 Editora: Planeta Sinopse:  Uma relíquia de...
Nome: O código de Atlântida.
Autor: Charles Brokaw
Nº de páginas: 495
Ano: 2012
Editora: Planeta

Sinopse: Uma relíquia de 20.000 contém inscrições que parecem estar na perdida linguagem de Atlântida. O único homem capaz de decifrar o seu significado é Thomas Lourds, professor de Harvard e linguista conhecido mundialmente – mas para isso, ele precisa se manter vivo.  Enquanto isso, um terremoto em Cádiz, Espanha, traz à tona ruínas inesperadas. O Vaticano não medirá forças para ser o primeiro a explorá-las e a guardar seus segredos, como fez com os outros segredos da humanidade. Quando menos percebe, o professor Lourds entra em uma corrida mortal contra uma das instituições mais poderosas do mundo para tentar chegar à verdade. Atlântida guarda muito mais do que velhos objetos arqueológicos, estará o mundo pronto para a revelação do continente perdido?

Vou ser bem sincera, quando peguei o livro na mão eu amei a capa e o nome. Desde que era pequena e vi o filme da Disney, Atlantis, eu tenho uma paixão secreta pelo grande mistério que ronda a famosa cidade perdida que Platão um dia citou. Comprei o livro com grandes expectativas, até porque há uma frase do BOOKLIST dizendo que Dan Brown deveria se cuidar com esse novo escritor. E como sempre amei um bom livro estilo Código da Vinci, achei que era impossível eu me desapontar. 

Impossível talvez tivesse sido a palavra errada. Não que eu tenha me desapontado. Mas devo dizer que espera um pouco mais de ação e inteligência do Professor Thomas Lourds. Na maioria do tempo ele não parece ser uma pessoa tão inteligente o quanto lhe dão o crédito. Talvez minha expectativa estivesse muito alta e, no final das contas, posso ter me desapontado um pouquinho, mas aproveitei a leitura ao máximo. 

Charles Brokaw é um pseudônimo, descobri isso depois que já passara da metade do livro, lendo na orelha do livro com uma pequena biografia do autor. Me surpreendeu, porque, querendo ou não, Charles consegue alcançar Dan Brown na escrita, o que muito dos imitadores do estilo, falharam em realizar. 

Mas não se enganem. O Código de Atlântida não parece quase nada com os livros de Dan Brown. A única coisa que se aproxima é o estilo. Sim, um mistério envolvido em uma perseguição com um fundo histórico somado com alguma conspiração envolvendo religião. Mas de resto... Não. E digo isso com um largo sorriso no rosto. Sim, a sua maneira, Brokaw me conquistou. 

Logo de cara conhecemos Gallardo, o grande vilão da história. Também temos o Cardeal Murani como outro grande vilão [na realidade ele é o financiador de Gallardo. Fica a cargo de quem lê decidir quem é o grande verdadeiro vilão da história]. Bem se vê que há uma trama envolvida com a Igreja Católica, porém não me joguem pedras ainda! Ao decorrer do livro percebemos muito bem que não é a Igreja Católica em si que está praticando os atos e sim o Cardeal Murani. Ou seja, é apenas um homem faminto pelo poder e iludido com o que o mito de Atlântida promete. 

Ao mesmo tempo nos temos o trio de heróis. Lourds se unem com duas belas jovens, Leslie Crane uma jornalista londrina da BBC e Natasha, uma detetive da polícia russa. Não se deixem enganar. Thomas Lourds é um belo professor de linguística de Harvard que deixa bem claro: é casado com seu trabalho [ele tem um paixão pelo mistério da biblioteca de Alexandria... E eu também!]. Leslie é a jornalista ambiciosa que vê nessa corrida entre vida e morte, uma chance para sua carreira. Já Natasha é uma policial durona que apenas se envolve na trama em busca de uma vingança. As duas jovens são bem diferentes e apenas se suportam pela sua busca em comum. Lourds é um homem envolvente... Já pode imaginar o que vai sair dessa mistura, certo? 

Deixo bem claro que gostei muito mais de Natasha do que Leslie. Até porque Leslie, muitas vezes, é meio burra. Não me entendam mal. Ela não é burra no sentido ruim. Creio que muitas pessoas,  na situação que ela se encontra, fariam o mesmo. Mas como Natasha gosta de demonstrar e dizer: eles provavelmente estariam mortos sem ela. O que é uma grande verdade. Eu não sei se faria as mesmas coisas que Leslie fez. Até porque, vejo filmes e séries de mais. A probabilidade de ser mais paranoica de Natasha é grande.

Bem, antes de apontar o único ponto realmente negativo que encontrei no livro, deixe-me dizer que ele tem um mapa. Uma vez li [ou escutei em algum lugar] que um bom livro SEMPRE tem um mapa [bem se veja a saga de George R.R Martin]. Terei que concordar. E uma coisa que é muito boa dentro da trama é que ela não se passa em apenas um país, ou até mesmo, um continente. Lourds e sua equipe, em busca dos artefatos que revelarão os segredos de Atlântida  viajam para Egito, Ucrânia, Russia, Senegal, Alemanha, Itália, Nigéria, Inglaterra, França e Espanha. São lugares diferentes e exóticos que agregam valor ao livro. 

Mas não pode haver um livro onde a pessoa que está lendo irá gostar de absolutamente tudo que leu. Eu sinceramente esperava um final pior para Gallardo e Murani, afinal, eles foram terríveis com nossos personagens. Achei que, depois de mais de 400 páginas, o autor poderia ter dado um fim um pouquinho pior aos vilões. Por mais bem escrito que o final tenha sido. 

Meu outro apontamento, e esse sim, não é culpa de Charles ou de qualquer personagem, foi a tradução. Eu tenho que dizer, e me assusto em dizer, que encontrei erros de português grotescos na tradução. Poxa, só acho que faltou um pouquinho de atenção dos revisores. 

Tirando esses fatores, não posso negar que O Código de Atlântida foi uma excelente leitura, ainda mais se você busca por um bom livro do gênero de suspense e mistério. Boas perseguições, vilões terríveis e uma ótima conspiração. É um livro que super recomendo a todos. 
13 Jan 2014

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