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Neste volume a obra apresenta o desfecho da missão implacável de Roland Deschain para chegar à Torre Negra. O pistoleiro Roland é obcecado por uma enorme corrente de energia que emana da torre que ele busca - e que precisa ser resgatada, pois está enfraquecendo. No decorrer da saga, Roland recruta um viciado em drogas, uma mulher sem pernas, um padre amaldiçoado e um 'filho', além de um animal inventado, o trapalhão Oi, para ser seu ka-tet, ou bando. Este o acompanhará na missão para achar a torre das mãos do Rei Rubro e seus aliados, cuja missão é a destruição da torre e do mundo.
“O
Homem de Preto vinha pelo deserto e o Pistoleiro ia atrás.”
“Então vá, existem outros mundos além deste”
Encerrar
um livro é sempre um processo curioso. Por vezes fico confuso, meio
atordoado com o final. Por vezes, animado e esperançoso com a
mensagem passada. Existem ainda vezes que trazem um desgosto de um
final mal escolhido ou que eu não aceitei bem. A Torre Negra me
trouxe um sentimento ainda mais diferente.
Ao
concluir esse livro eu não estava apenas terminando uma história,
eu estava encerrando toda uma saga épica. Foram 7 livros e milhares
de páginas e que enfim se concluíam em frente aos meus olhos. Eu
finalmente podia acompanhar o fim da jornada do último Pistoleiro. E
como eu me sentia?
Em A
Torre Negra temos o auge de Stephen King. Com suas viagens entre
mundos e tempos, com suas reviravoltas e seus seres estranhos, essa é
a obra final para encerrar uma obra prima. E com isso temos surpresas
em cima de surpresas durante o livro.
Por
vezes o autor já nos adianta alguns caminhos. Ele tenta nos preparar
para despedidas e cenas chocantes, mas nada diminui o impacto. Tento
ao máximo não dar nenhum spoiler
nesse texto pois não quero estragar sua experiência, então não
vou entrar em detalhes. Mas o ka-tet
passa por momentos difíceis. Muito difíceis.
No fim de tudo essa era a jornada de Roland Deschain. O último
Pistoleiro, herdeiro de Arthur Eld. E ele tinha de chegar à sua
Torre. Sozinho, acompanhado, ferido, machucado. Não importava como.
Mas ele deveria estar lá.
Vimos
ele voltar a ter um ka-tet
depois de perder seus pares na Colina de Jericó. Vimos ele ter um amor
por Jake que transcende as páginas. Vimos ele dar um sentido à um
ex-viciado e ajudar uma pessoa que era duas dentro do mesmo corpo.
Até mesmo Oi teve sua importância ao trazer uma lembrança de um
mundo que vinha seguindo adiante.
Sobre a história do livro eu pouco vou dizer. Ela é única. Ela irá
lhe impactar. Viva cada momento. Pois por mais que você à releia,
nunca será a mesma coisa do que na primeira vez. A Torre Negra está
lá e vamos chegar lá, subir na última sala e enfim ver o que
Roland sempre quis.
No
mais, ainda não disse como me senti ao encerrar o livro. Bem, me
senti como esse texto mostra: confuso, orgulhoso, feliz, contrariado.
Tudo ao mesmo tempo e muito mais. Mas
fiquemos tranquilos. Se estamos aqui hoje, é porque Roland e seu
ka-tet salvaram o
Feixe e impediram o Rei Rubro de destruir a existência. Em algum dos
mundos, eles estão lá, talvez até mesmo no nosso. Se os virem,
mandem um oi.
E nunca se esqueçam. O Ka é uma roda…
Título: A Torre Negra
Autor: Stephen King
Tradutor: Mário Molina
Editora: Suma de Letras
Tradutor: Mário Molina
Editora: Suma de Letras
Páginas: 872



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