“Tom Keen.
I've been looking everywhere for you.” – Scottie Hargrave
Apesar de não estar nada em dia com The Blacklist, apenas
uma coisa me fez querer ver esse spin-off: Tom Bond. Quer dizer, Keen. Ou seria
Christopher Hargrave? Juro que quando falo que não estou nada em dia com a
série original, eu quero dizer que vi muito mal os três primeiros episódios da
terceira temporada. Apesar de ter ouvido quase tudo o que acontece pelos
comentários do meu pai, ainda fico um pouco perdida quando lembro que Tom e Liz
estão juntos de novo e que eles têm uma filha de quase um ano. E, é claro, que
ele sabe quem são seus pais.
A premissa da série é: uma empresa particular realiza
algumas missões que as agências federais não querem se intrometer por serem
muito perigosas ou simplesmente porque não têm nenhum interesse para eles. O
criador da Halcyon é Howard Hargrave, também conhecido como John Locke, que
supostamente havia morrido em um acidente de avião. A palavra supostamente pode
descrever várias coisas ao longo dos oito episódios da série, porque é uma
quantidade de gente que deveria estar morta que aparece viva, acidentes que não
são bem acidentes assim e pessoas que supostamente estão por trás de projetos
bem perigosos...
Vou me arriscar dizendo que esses oito episódios me
impressionaram mais do que duas temporadas de The Blacklist. É claro que o
“DNA” da série é o mesmo, ou seja, um episódio incrível e um monte de episódios
mais fracos. Acho que dos oito, posso tirar uns três que não me chamaram tanto
a atenção assim, mas só pelo caso, porque o plot central estava sendo muito bem
desenvolvido, preparando o terreno direitinho para os últimos episódios. E qual
foi esse plot? Basicamente, Tom.
Não vou reclamar de forma alguma, porque quanto mais tempo
de tela o Ryan Eggold tiver, mais feliz eu fico. O problema todo é que, desde
que ele pisou em New York, tudo foi sendo jogado na cara dele sem nem dar tempo
para o coitado respirar. O pai estava vivo e a mãe iria procurá-lo para
oferecer um emprego, como ela já havia feito em The Blacklist. Só que ele não
poderia contar para ela, sob hipótese alguma, que ele é o filho que ela havia
perdido há anos atrás. Cheguei à conclusão de que Howard e Scottie eram o
anjinho e o capetinha no ombro de Keen, mas com uma diferença: não dava para
saber ao certo quem era quem. Eu já estava desconfiando de que tudo não passava
de uma linda manipulação feita por Bokenkamp, que sabe fazer isso muito bem por
sinal, e que teríamos uma surpresa imensa no último episódio. Sim, John Locke
nunca me enganou.
Quanto aos personagens, fiquei um pouco dividida. Quer
dizer, Tom eu já conhecia e sabia muito bem que ele poderia ir de mozão a
terror. Mas fiquei muito feliz com o desenvolvimento dele, não só ao longo da
série, mas desde a primeira vez que o vi. Como havia sido amor a primeira vista
por ele lá em 2014, ele continua sendo meu preferido. Porém outros acabaram me
ganhando ao longo do tempo e, é claro, ainda tem aqueles que não consigo ir com
a cara de jeito nenhum. No primeiro time tem Scottie Hargrave que, apesar de
ter algumas atitudes bem suspeitas, é uma personagem bem escrita e Famke
Janssen fez um trabalho impecável. Além dela, ainda tem o Mr. Solomon. Sim, por
incrível que pareça aquela porcaria que meu pai detesta acabou conquistando um
espaço no meu coração. Ele é uma mala, mas os comentários sarcásticos e toda a
interação que ele teve com o Tom me deixaram querendo mais dessa “amizade”
deles. E também tem a Nez, que me fez ficar com medo de ela acabar fazendo
alguma besteira com toda a situação das drogas, mas acabou se tornando uma
ótima aliada para Keen.
No outro time temos Dumont, que não consegui ir com a cara
dele ainda de forma alguma, desde o primeiro episódio. Sei lá, essa questão de
ele ter ficado muito em cima do muro atendendo tanto o que Scottie quanto
Howard pediam me deixou com ainda mais vontade de que o personagem saísse da
série, mas sei lá. Vai que eles melhoram isso depois? E, é claro, Howard. Desde
o começo ele queria manipular Tom para fazer tudo o que ele queria. Se só a
Hargrave tivesse pedido para ele fazer a missão, ele teria muito mais tempo
para voltar para casa e ficar com Agnes. Mas não, ele tinha que ficar lá para
ajudar nas teorias da conspiração do pai. E saber que ele é quem estava por
trás de tudo me fez tomar mais raiva ainda do personagem, o que é difícil, já
que quase todo personagem que o Terry O’Quinn faz tende a ser pelo menos um
pouco legal.
Por enquanto ainda não falaram nada sobre uma possível
segunda temporada, mas, pelo jeito que as coisas acabaram, deixando essas
pontas mais soltas que sei lá o que, é bem provável que tenhamos uma renovação
logo.
“This isn't
the end, you know? This is just the beginning.” – Howard Hargrave



queria mto que a história tivesse uma continuação, mas como a audiência foi pífia inclusive na Demo, acho difícil a gente saber como vai terminar esse drama familiar com Tom indo para o lado da Scottie em uma improvável segunda temporada
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