Este romance concentra sua narrativa nas idílicas tramas de amor e desilusão em que duas belas irmãs inglesas se envolvem - Elinor e Marianne Dashwood - quando chega a idade do casamento. À procura do amor verdadeiro, as filhas órfãs de uma família pertencente à pequena nobreza enfrentam o mundo repleto de interesses e intrigas da alta aristocracia. Marianne e Elinor representam polos opostos do universo ético de Austen - enquanto Marianne é romântica, musical e dada a rompantes de espontaneidade, Elinor é a encarnação da prudência e do decoro.
Após ter lido ‘Orgulho e Preconceito’ da Jane Austen, admito que fiquei um pouco, pra não dizer muito, apaixonada pela história. Li outros livros relacionados, vi o filme e simplesmente não conseguia esquecer aquela narrativa que li com tanto gosto. Por isso, quando tive a oportunidade de receber ‘Razão e Sensibilidade’ da Editora Companhia das Letras, admito que tinha altas expectativas pelo livro. E todas elas foram correspondidas.
‘Razão e Sensibilidade’, como mostra o prefácio, a introdução e as notas de rodapé, muito bem escritas por Ros Ballaster e Tony Tanner, foi um dos primeiros livros de Jane Austen a ser escrito, porém, não o primeiro a ser publicado.
O livro, ao longo de suas 512 páginas (E vale a pena dizer que não são cansativas, mas sim muito gostosas de ler), relata a vida de Elinor e Marianne, irmãs que apesar de muito amigas, possuem personalidades completamente distintas. Elinor, a mais velha, é mais racional, mais pensativa, mais calma. Enquanto que Marianne, a irmã do meio, é muito mais sensível, tudo que acontece ou que pensa é expresso por suas palavras, atitudes e sentimentos.
Ao decorrer do livro, vemos que apesar de passarem por situações similares, suas reações são opostas. Logo no início vemos como a vida delas se torna um pouco mais complicada, depois que o pai morre e o direito à herança é deixado para o meio irmão, que as deixa com uma renda baixa do que o esperado, causando consequentemente um problema para que ambas consigam se casar, visto que naquela época, a posição social e dinheiro eram fatores determinantes para tal ocorrido.
Com isso, podemos ver como Jane Austen de maneira sutil e inteligente adicionou ao seu escrito problemas sociais, como a questão financeira e a participação e a inteligência feminina.
Ao decorrer do livro, a gente percebe que temos um pouco da calma e sensatez de Elinor, como também possuímos a impulsividade e sensibilidade de Marianne.
O livro me conquistou como um todo. Mas admito que senti um pouco de falta da participação de alguns membros da família, como a Srª Dashwood e a irmã mais nova, Margaret.
Mas fora isso, a história, o romance, as desilusões e decepções, as intrigas sociais e familiares, as mudanças de pensamento e o amadurecimento das personagens fez com que esse livro se tornasse um dos meus favoritos.
Ah, vale a pena mencionar também que essa edição da Penguin Companhia, Selo da Editora Companhia das Letras, além de ser linda e simples, conta com um prefácio, uma introdução e notas de rodapé que nos ajuda a entender melhor tanto o momento histórico, quanto o contexto social que ela está incluída.
Vale a pena a leitura!
TÍTULO: Razão e Sensibilidade
AUTOR: Jane Austen
EDITORA: Penguin Companhia
PÁGINAS: 512




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