“Your
family is crazy.” – Nicholas Torres
Uma das coisas que eu mais temia acabou acontecendo: tive
que deixar NCIS de lado para focar na faculdade. Valeu à pena? Ainda estou
tentando descobrir, porém gostei de poder fazer uma maratona e ter direito a
ver Gibbs várias vezes em um só dia. É claro, também foi bom porque pude ver a
evolução de cada personagem e de como a série anda, porque, às vezes, vendo um
episódio por semana não dá para ter tanta ideia assim.
A meu ver, a série está num caminho bom. Os episódios estão
sendo bem desenvolvidos, os personagens estão interagindo muito bem, os casos
são, em sua maioria, interessantes e está valendo a pena assistir. Sei que
existem muitas pessoas que não conseguem aceitar NCIS sem DiNozzo ou Ziva. No
primeiro caso eu até consigo entender, porque ele estava lá desde o piloto e
passou, de forma significante, em todos os spin-offs da série. Porém no segundo
caso, é questão de crescer mesmo e aceitar. Afinal, Ziva foi nada mais do que
aquela que substituiu a Kate, ou então a “não é a Kate”. Pelo menos para mim.
Sei que muitos dos episódios dessa primeira parte tiveram
que focar nos novos personagens, para habituar os telespectadores e estabelecer
uma história para cada um, mas eu queria um pouquinho mais de foco no Gibbs,
por exemplo. Acho que só ele não ganhou um episódio que poderia ser chamado de
seu, mas acho que isso não vai demorar muito para acontecer. A questão é: tenho
lido várias notícias que andam me deixando muito preocupada com o futuro da
série. E quando digo muito preocupada, é a nível de já ter que me preparar
psicologicamente para, eventualmente, um possível cancelamento. Mas vamos aos
episódios.
“I had this whole thing planned with light and
symmetry, but then we had this case come in with a trash compactor and kissing
cousins, but they weren't really cousins. I can't waste any more time. Delilah
will you marry me?” – Timothy Farragut McGee
Love Boat era um episódio que queria muito assistir. Afinal,
como não amar Jimmy e Gibbs em um navio no meio do oceano? Pena que não
houveram mais momentos com olhares de desaprovação de Jethro para os
comentários inapropriados de Palmer. Fora isso, gostei bastante da dinâmica de
parte da equipe ficar trabalhando no escritório enquanto o restante fica no
navio. Em especial, adorei ver a Heartbreaker trabalhando tão bem. Conheço
pessoas que não gostaram muito da Quinn, por acharem que ela não acrescenta em
nada na equipe. Eu sou uma das que compartilha a opinião oposta: foi ótimo ter
a Alex ali, principalmente para que a Ellie não fique ali sozinha ou então
tenha que ir até o laboratório quando precisa conversar com uma amiga.
E por falar em Ellie, o que foi ela e McGee sendo nerds
juntos? Todas aquelas referências à Lord of the Rings e a cumplicidade de ambos
me faz acreditar que essa é uma das melhores amizades que a série poderia ter
criado. Só fico imaginando como seria DiNozzo no meio dessa história toda do
anel. A coitada da Delilah ia acabar descobrindo o que não devia antes da hora.
Antes de continuar a falar do anel e de McLilah, não posso me esquecer de
mencionar Torres e toda sua grandiosidade. Sim, continuo cada vez mais
apaixonada por ele e por todas as atitudes que ele toma, seja para ajudar algum
membro da equipe ou simplesmente para atrapalhar os mesmos.
Já sobre McLilah: finalmente! Já tinha passado da hora de
McGee finalmente pedir Delilah em casamento e foi lindo. Acredito que, se Tim
tivesse seguido com aquele plano de praticamente cegar a namorada – agora noiva
– não iria ser tão perfeito e comovente como foi. Admito que fui uma das que
torceu contra o relacionamento dos dois no início, meramente por acreditar que
ele era melhor com a Abby. Porém agora vejo o quanto um faz bem ao outro e só
tenho a desejar que o casamento aconteça o mais rápido possível (e que tenha a
presença de Tony e Tali). Ainda não consigo acreditar que meu baby vai casar!
P.S.: Finalmente McGee parou o elevador! E só demorou 14
anos para ele fazer isso.
“You're not
my mate. She is.” – Clayton Reeves
FINALMENTE O MEU AMOR VOLTOU! Philly foi o episódio que me
deixou mais ansiosa depois de Rogue e trouxe de volta Clayton Reeves, aquele
agente encantador do MI6 que ajudou na investigação do final da temporada
passada. Desde que a Bish falou que ela tinha viajado para a Escócia com ele
durante as férias, fiquei na esperança de alguma coisa entre os dois acontecer.
Ainda mais depois de ela ter sido a primeira a se voluntariar para ir até
Philly ajudá-lo na investigação. Acho que esse episódio só provou o quão bom é
ter Duane Henry no elenco, porque ele consegue se dar bem com todo mundo em
questões de segundo e, sem nem ver, você acaba shippando o personagem dele com
quase todo mundo do elenco.
Enquanto isso, em DC, tivemos Torres mostrando seu ódio por
tecnologia, “quase” quebrando a impressora do home fort e causando alguns danos
à Rhonda, impressora da Abby. Na verdade, eu ainda acho que ele estava era com
a maior inveja do McGee por ter uma impressora perfeita, com definições feitas
especialmente para seu dono e toda frescura que qualquer pertence do McGee
merece. Também gostei por ver o quanto a Abby se importa com Nick, mesmo que
ele não demonstre o mesmo. Afinal, quer homem mais difícil de demonstrar alguma
emoção do que ele? Até Gibbs anda se saindo melhor.
Agora quem não teve o melhor problema para fazer isso foi
Quinn. Por sinal, ela arrasou nesse episódio, sem sombra de dúvidas. Confesso
que estava bem curiosa para saber o real motivo de ela ter largado o mundo de
investigações e ter ido para o FLETC e não fiquei desapontada. Entendo que é
difícil aceitar que a culpa não havia sido dela, principalmente por ter perdido
a parceira em sua frente. E fico muito feliz por ter sido justamente Gibbs quem
viajou até lá para ajudar Alex a lidar com isso. Claro, não posso esquecer do
Francis! Espero que ele apareça mais vezes agora, porque amo quando o Tony
Gonzalez aparece.
P.S.: Torres, por favor, continue subindo em mesas e
dançando. Agradeço profundamente;
P.S.2: McGee me surpreendeu sendo badass nesse episódio. Orgulho
do meu baby.
“But you're
part of a family now, so act like it, Torres.” – Leroy Jethro Gibbs
Shell Game continuou mostrando como Torres tem uma imensa
dificuldade em demonstrar seus sentimentos, se recusando a todo custo usar um
colete que a Abby tricotou para ele. Já imaginava que ele iria ter um pouco de
dificuldade quando fosse lidar com toda a questão de trabalhar em uma equipe,
mas aos poucos acredito que isso vai mudar. Quer dizer, quando ele tem que ir a
campo com alguém a situação fica tranquila. Mas é só voltar para o prédio que
tudo fica um pouco mais complicado. Porém fiquei feliz de tê-lo visto com o
colete. É bom ver que ele finalmente está começando a se sentir em casa.
Outra coisa que também gostei foi o fato de Bish e Quinn
baterem de frente algumas vezes durante o episódio, principalmente por não
concordarem sobre o envolvimento/não envolvimento da vítima na morte do marido.
Apesar de ter concordado com Ellie nessa, não vejo o motivo de não poder ter
concordado com Alex. Acredito que, quando existe essa dinâmica de contradição
entre dois personagens, o episódio flui um pouco melhor. E por falar em Quinn,
ela finalmente tomou coragem para falar com Francis que o que eles tiveram
acabou. Uma pena. Queria mesmo vê-lo por lá mais vezes.
E, para não esquecer, McGee continua me representando de
forma absurda, principalmente com aquela questão do e-mail. Sim, se eu
estivesse na mesma situação, eu teria ficado louca, porém não teria conseguido
arrumar nada. E se eu estivesse no lugar dele quando Torres mostrou a caixa de
e-mails, tinha tomado o celular do probie e apagado todos. Enquanto um continua
cheio de manias, o outro continua provocando. Precisava de toda aquela
informação mesmo Nick?
“Home is a
privilege. And, uh, I'm not ready for it yet.” – Nicholas Torres
Home Of The
Brave foi lindo. Não encontro outra palavra para definir melhor meus
sentimentos por esse episódio. E também não consigo descobrir por onde começo a
falar sobre ele, que se tornou facilmente um dos meus favoritos. Acho que o mais
justo é começar com papai DiNozzo. Em todas as cenas que ele aparecia e quando
mencionava o Junior e a Tali, me dava um aperto no coração. Eu nunca tinha me
dado conta de como sinto falta do Tony e de toda a “bagunça” que ele fazia na
série. Quando Senior disse sobre passar o apartamento para alguém da família,
foi a melhor coisa que ele poderia ter feito. Entre McGee, Abby e Bishop,
sempre tive minha torcida para o McGee ou Abby, pelo simples fato de que eles
conheciam o Tony há muitos anos. Admito que me surpreendi quando justamente
“Who the heck is Torres?” ganhou o apartamento. E mais ainda quando ele
resolveu passar para o McGee.
E por falar no Nick, como não amar esse homem? Sério, fica
cada vez mais difícil passar um episódio sem querer proteger ele ou ter ele
para mim. No início fiquei realmente sem entender toda a relutância dele em não
querer levar Medina para ver a mãe, mas depois de um tempo entendi tudo
perfeitamente bem: Torres é um big softie. Apesar de toda aquela aparência de
durão, ele se importa, e muito, tanto com os amigos quanto com as vítimas.
Quando ele falou que poderia ser Medina, eu não vi Nick Torres. Eu só vi Wilmer
Valderrama ali. Principalmente por lembrar de toda a campanha que ele fez em
favor dos imigrantes durante a época das eleições dos EUA. Essa pequena cena
ganhou meu coração.
Em paralelo ao drama do episódio, tivemos uma Quinn agindo de
forma completamente estranha em relação à Gibbs. Quando ela contou sobre o
sonho, foi impossível segurar a risada. Mas mais ainda quando Palmer admitiu
ter tido o mesmo sonho. E só piorou quando Jethro realmente bateu na mesa,
perguntando se ela sabia qual era o tipo de madeira da qual era feita. Eu pensava
que esse tinha sido o melhor alívio cômico da temporada. Até ver o episódio que
veio em seguida.
“Have you
met Agent Bishop's, uh, brothers?” – Nicholas Torres
Preciso comentar o quanto Enemy Combatant me divertiu? Até
me perdi no meio do caso de tanto que os irmãos da Bishop apareciam e estavam
sempre roubando a cena. E eu adorei isso. Quer dizer, toda a história dos
irmãos mais velhos protegendo a irmãzinha é um clichê imenso. Mas eu entendo
que eles tinham realmente que se preocupar com o novo namorado dela,
principalmente depois do que Jake fez (e eu ainda me recuso a acreditar). É
claro que o mais absurdo foi eles interrogando o McGee, mas tudo bem.
Eu poderia apostar, com toda certeza, de que o namorado de
Ellie era Reeves. Quer dizer, eu torcia para não ser, mas todas as evidências
estavam ali. Os dois viajando para a Escócia, ela sendo a primeira a se
voluntariar a ir para Filadélfia trabalhar com ele, os intermináveis elogios
feitos por ele... Para, finalmente, descobrirmos que ela estava namorando
Qasim. Desde que ele apareceu em Lost In Translation (S12E21), achava que os
dois combinavam, mas ela era casada então nem tinha a menor chance. O alívio na
cara de George, John e Robert ao ver quem era o namorado da irmã foi excelente,
principalmente depois de terem pensado que o homem misterioso era Gibbs. Por
falar no homem, no mito, vi muita gente reclamando do fato de ele ter levado
numa boa o relacionamento entre Ellie e Qasim, mas ser completamente contra o
de Tony e Ziva. Bish e Naasir quase nunca trabalham juntos, então uma briga
entre eles não iria atrapalhar no rendimento da equipe. Já Tony e Ziva... nem
preciso comentar. Mesmo sem estarem juntos, os dois já se tornavam
insuportáveis quando brigavam, então foi até melhor.
Uma pequena informação que me deixou extremamente feliz foi
a de que Abby e Burt continuam firmes e fortes. Quer dizer, eu aceitava de boa
um episódio com o Burt, porque ele é ótimo e adoro como a Abby fica perto dele.
Além disso, o que dizer sobre Torres empurrando os irmãos Bishop para cima de
Reeves? Essa clara competição entre os dois tende a ficar cada vez melhor e
espero que os roteiristas saibam explorar isso muito bem.
“You call
it bromance, I call it trouble.” – Nicholas Torres
Pay To Play trouxe o que deveria ter sido o primeiro episódio
do meu amorzão Reeves no escritório. Não entendi muito bem o motivo de terem
invertido a ordem, mas fiquei bem incomodada pelos erros de continuação. Mas
qualquer episódio que tenha o Clayton já fico feliz, ainda mais se ele começa a
competir em tudo contra Torres. Afinal, Nick não ficou nem um pouco feliz em
ver outro alfa na equipe. Não reclamarei das cenas em que os dois estão
investidos em ver quem é o melhor ou as que Reeves aparece com sua roupa de
academia. Aliás, se puder termos cenas dos dois competindo na academia para ver
quem levanta mais, eu aceito de coração aberto.
É claro, essa minha paixão desenfreada por Clayton também
trás uma enorme preocupação, ainda mais depois de saber que ele se inscreveu
para a tal Willoughby, que, de acordo com a Quinn, é quase uma missão suicida.
Se os roteiristas tiverem colocado o Reeves para morrer rápido assim,
continuarei assistindo a série, porém com um ódio imensurável. Não mexam com o meu amorzão, por favor.
E por falar em amor, o que foi Vance e a congressista? Para
mim ficou simplesmente mais do que claro que algo vai acontecer entre os dois.
Eu sei que ele amava Jackie e tem certo receio em voltar “para o jogo”, mas uma
hora ou outra isso vai acabar acontecendo. Quem sabe não teremos boas cenas
dele pedindo conselhos sobre isso para o Gibbs e, quem sabe, até Fornell? Aí sim teríamos um estoque de
risadas garantido.
“I took
away her one and only chance of finding true love.” – Donald Horatio Mallard
The Tie That Binds encerrou minha maratona com lágrimas e
uma vontade extrema de abraçar o Ducky. Confesso que fiquei bem apreensiva com
toda a situação de ele se sentir culpado por não ter deixado a mãe viver o que
poderia ter sido a grande história de amor da vida dela, porém grata por isso não
ter passado de uma desinformação dele, por acreditar que Victoria, assim como
ele, havia passado a maior parte de sua vida lamentando pela perda de um grande
amor. Amo quando o episódio traz uma mistura do caso e flashbacks de Donnie. E
gostei mais ainda desse, simplesmente pelo fato de ver Ducky e Donnie lado a
lado. Depois desse episódio, vi que não consigo explicar meus sentimentos em
relação à NCIS.
Além de Donnie, ainda tivemos Emily no episódio. Finalmente
a mini-Diane apareceu para tirar Fornell da casa de Gibbs, ou “Summer camp”,
como ela mesma insistia. É claro, para que isso acontecesse, ela precisou pedir
ajuda ao namorado e infestar a casa de Gibbs com cupins. Por um momento, achei
que havia até sido um ato meio impulsivo dela, principalmente porque iria
deixar Jethro extremamente revoltado. Muito pelo contrário. A cena em que ele
chega na casa dos Fornell com travesseiro e já se joga no sofá, rindo feito uma
criança, mostrou como aquilo aconteceu na hora exata de fazer Tobias pagar na
mesma moeda. Além disso, Gibbs ainda acabar descolando mais do que filés feitos
na lareira e feijão enlatado.
E, como já era de se esperar, a competição entre Nick e
Reeves continua. Claro, poucas cenas dessa vez, mas o que teve já foi o
suficiente. Ainda queria descobrir quem ganharia a queda de braços. Essa
relação dos dois é boa, pois mostra o quão “família” eles estão se tornando.
Quer dizer, os dois e os outros oito, que, por sinal, encheram meu coração de
alegria com a confraternização na autópsia. Como disse: um episódio lindo e que
deixou meus sentimentos por NCIS ainda mais bagunçados.
“You know
I'm here for you, right? No, I mean it. And change is hard, but coming from
where you've been must be even harder. Well, if you have days where you can't
handle it, you can always come talk to me.” – Abigail Beethoven Sciuto









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