“Dad. How
many people want you dead?” – Laurel Pride
Depois do episódio da semana passada, não tinha a menor
ideia do que esperar. Não sabia se o caso iria ter algo em relação com coisas
já mencionadas na temporada ou se seria algo completamente desconexo, ou um
filler, o maior medo do espectador. Porém fui surpreendida.
Durante a semana, eu vivo entrando em páginas de séries
aleatórias no Facebook só para saber o que anda acontecendo. Quando vi que a
premissa do episódio seria algo como “alguém está perseguindo Laurel”, eu já
sabia exatamente quem seriam os “vilões”: Zed Hastings e a milícia. Só não
imaginava quantas reviravoltas teriam até o fim do episódio.
Nunca duvidei que Laurel não fosse a culpada pela morte de
Reggie Clifton, seu agressor. Mas todo aquele sentimento de medo e culpa dela
mostrou o quão difícil é ver isso ultimamente. Algumas séries apresentam
assassinatos cometidos a sangue frio, sem remorso. O questionamento de Laurel
sobre ser ou não uma assassina me fez admirar ainda mais a personagem, que vem
se tornando cada vez mais importante para a série.
Porém o que me deixou mais feliz foi como Dwayne lidou com
toda a situação. Desde o momento em que chegou à cena de crime da polícia de
Baton Rouge até a cena final, Scott Bakula interpretou excelentemente todo o
desespero de proteger a filha e acabar logo com aqueles que haviam colocado um
preço em sua cabeça.
Uma vez que foi estabelecido que a milícia estava novamente
atrás de King, ele não parou, mesmo que isso fosse contra o pedido da Agente
Especial Hardy, uma probie de Dwayne. No começo achei que ela ia acabar
atrapalhando, especialmente por ficar falando que os métodos de Pride ainda
iriam voltar para assombrá-lo. Porém gostei bastante da dinâmica dos dois e do
que ela fez com os Navy Seals.
Acredito que a maior reviravolta do episódio foi o fato de
Zed não ser o chefe de toda a operação. Já tinha algumas suspeitas, mas não
imaginava que seria justamente a advogada chorosa. Mas estou gostando mesmo
que, por trás das duas maiores organizações que trouxeram tristeza e desespero
para a equipe, estavam uma mulher. Depois de Sasha Broussard na temporada
passada, achei que isso não ia se repetir. Ainda bem que foi o contrário.
Outra personagem que chamou a atenção foi Sonja, que ficou
encarregada de proteger o bem mais precioso de King. Toda a conversa que ela e
Laurel tiveram foi ótima, mas nada se compara à cena final. Mesmo tendo o
pressentimento de que nada de ruim iria acontecer, é imprescindível ter aquele
sentimento de aperto no coração após ouvir o disparo da arma. Esse episódio é,
facilmente, um dos meus preferidos.
P.S.: Só senti falta de mais Lasalle. Claro, o foco era em
King e tal, mas não custa pedir... Afinal, já cansei de mencionar que quero
destaque para Loretta, Sebastian e Triple P. Espero que isso mude na próxima
temporada, que, por sinal, já está garantida.
“You learn
to live with it. You survive it. You survive.” – Sonja Percy


