“Team effort, yours and mine.” – Leroy Jethro Gibbs
Finalmente esse crossover! Não sei nem por onde começar a
descrever minha felicidade com o resultado final do caso. Claro: uma das coisas
que me deixou mais feliz foi a oportunidade de ter Chris Lasalle e Abby Sciuto
por mais do que os 45 minutos usuais. Até ia fazer as duas reviews separadas,
porém, no espírito de até o episódio ter sido seguido, achei que tiraria um
pouco da graça da situação.
Tudo começa quando um avião das Indústrias Blye que saiu de
NOLA sobrevoa os EUA com todos os passageiros mortos. Entre eles estava o chef,
Luca Sciuto, irmão de Abby. Na tentativa de evitar que dois caças da marinha
derrubassem o avião, Abby e McGee redirecionaram o mesmo para “pousar” longe de
qualquer lugar que pudesse causar danos a outras pessoas. Inicialmente, a causa
da morte foi considerada como hipóxia. Porém, a suspeita foi descartada quando
McGee determinou a causa da morte como envenenamento por batrachotox.
Como o veneno foi encontrado nos talheres utilizados pelas
vítimas, a suspeita caiu em Luca, que, nessa altura do campeonato, havia
mandado uma mensagem para que Abby o ajudasse, fazendo com que a cientista e
DiNozzo fossem até a Carolina do Norte. Inicialmente tenho uma coisa a dizer
sobre Luca: que coisa mais fofa gente! Escalaram o ator perfeito para interpretar
o irmão mais novo de Abby. Além de lindinho, ele acaba se parecendo com a
Pauley, dependendo do momento.
Uma das coisas que é extremamente marcante na família Sciuto
é a positividade e a bondade. O que Abby tem, Luca tem o dobro ou mais. Quando
ele decide ajudar Eva, uma mulher que fugia do namorado abusivo, acaba se
apaixonando por ela. Até aí tudo bem. Lindo. Mas o problema é quando
determina-se que Eva é, na verdade, Eva Azarova, cidadã russa trabalhando para
Anton Pavlenko. Quando Luca ia dizendo que não tinha nenhuma foto com Eva e que
ela trocava o número de celular com frequência, sabia que não iria vir coisa
boa. Depois de algum tempo, comecei a achar que tudo estava envenenado. Inclusive
aquela garrafa de vodka de Pavlenko. Estava certa.
Com Anton morto, Eva fugindo, dúvidas sobre o envolvimento
de Blye com a situação toda e sobre o que “Manta Ray” significava, a equipe
deve seguir com o procedimento padrão – autópsia e análise da cena de crime –
para tentar encontrar as respostas necessárias. Para que a primeira
acontecesse, Jimmy e Ducky teriam que levar o corpo para o prédio do NCIS. Porém
são parados por um grupo de russos procurando o corpo de Pavlenko. Sim, o corpo
chegou ao prédio do NCIS. Porém como um presente de Washington para New
Orleans.
Com leves alterações nas equipes (Sebastian para DC e Bishop
para NOLA), a investigação seguiu seu curso, com algumas interrupções chatas
(lê-se Paulina Kurteva, também conhecida como outra que vive dando em cima do
King). Como Anton tinha uma escuta plantada em seu dente (lembrei do que
aconteceu com Dorney em Up In Smoke – S09E23), assim como Eva, era fácil para
os russos rastrearem seus movimentos, demonstrando um grande interesse em Manta
Ray, que nada mais é do que um navio de guerra capaz de lançar mísseis em
qualquer lugar do mundo e impossível de ser captado no radar, objeto criado
pelas Indústrias Blye.
No fim, Eva não era a vilã. Ela estava apenas tentando
descobrir quem havia roubado os designs feitos pelas Indústrias Blye, levando
até o próprio Blye para a prisão. Admito: achei muito interessante todo o
desenrolar do caso e a resolução do mesmo. Ainda que estivesse errada sobre o
assassino e sobre o Bloody Mary de Paulina não ter o veneno.
Assim como o corpo, Luca voltou para sua cidade-natal, se
encontrando com a amada. A questão é: sempre que Luca fazia algo, era por amor.
Seja causar um tumulto no restaurante ou fugir do prédio do NCIS. Tudo era para
que ele pudesse ter seu final feliz com Eva. Sim, é algo muito fofo. Mas é tão fofo que
chega a irritar. E foi isso que aconteceu. E toda vez que Luca fazia algo, Abby
sabia e xingava o irmão, mesmo longe. Algumas risadas vieram justamente de
situações como essa.
A química entre os personagens de New Orleans e Washington
não poderia ser melhor. As cenas entre Sebastian e Abby foram divertidíssimas,
assim como as de McGee e o Major Mass Spec. Bishop fez a alegria de todos os
integrantes da equipe de NOLA, até mesmo quando seu divórcio foi amplamente
divulgado no lugar. A conversa que ela teve com Brody me deixou com esperanças
para uma ótima amizade entre as duas. Outra pessoa que também teve um pouco de
desenvolvimento no episódio foi Tony. Seu namoro com Zoe terminou, causando curiosidade
em Bishop, McGee e até Sonja. Espero que não seja uma correria para encerrar a
história de DiNozzo até o fim da temporada, tendo em vista que o MichaelWeatherly decidiu deixar a série. O que
me deixou um pouco incomodada foi só a falta de cenas em que Gibbs e D-Man
estivessem juntos. Mas só o final do episódio já valeu à pena.
P.S.: Mesmo sendo um crossover apenas entre NCIS e NCIS
NOLA, senti que o NCIS LA estava ali o tempo todo, principalmente pelo fato de
a principal indústria por trás do episódio tinha o nome de Blye (mesmo
sobrenome da Kensi). Além disso, o Ilya de um dos homens de Paulina me fez
lembrar de Illya Kuryakin, de The Man From U.N.C.L.E. (interpretado pelo David
McCallum, o Ducky, na série dos anos 60).
P.S.2: Necessito de mais crossovers assim! Mas com o pessoal
de Los Angeles também.
“What I'm gonna do to you I'm gonna keep you here so you
don't get hurt. You can think about everything I just said, however I'm the
least of your worries.” – Dwayne Cassius Pride





