Cinco temporadas. Cem episódios. Choros, risos, alegrias e tristezas. Com
um mix de sensações e sentimentos, Fringe chega ao seu fim. Depois de cinco anos mostrando seres humanos, com seus defeitos e qualidade. Há exatos
364 dias os fãs tiveram que dar o seu adeus, contra toda a vontade e com
toda a força que tinham no coração. Não foi fácil, não é fácil. Sabe
quando você se apega fortemente a alguma coisa sem saber explicar, sem
entender o porque? Isso era, e ainda é, o nosso sentimento por Fringe. A
série sci-fi que mais falou de amor na história da TV. E com toda
certeza, foi uma das mais amadas.

Essa temporada final se passa em 2036, em um mundo agora dominado pelos Observadores que numa espécie de nazismo futurista, escravizavam os humanos, acabam com o clima e tudo que havia de bom. O caos reinava, nada estava em ordem e tudo estava fora do seu lugar. Mas toda a opressão que se pratica encontra uma fonte de resistência. E nós somos convidados a resistir. Etta, a pequena filha de Peter e Olivia que teve seu momento de alegria com os pais roubado no momento da invasão quando tinha apenas três anos, um mês e cinco dias. Etta era líder e o rosto que marcava a resistência por parte daqueles humanos que não aceitaram abaixar a cabeça e seguir ordens. Por aqueles humanos que tinham aquilo que temos de mais importante: sentimentos.
Após resgatar toda [ou quase toda] a Fringe Division que estava presa em âmbar para sobreviver ao ataque e conseguir salvar o futuro, a busca se concentrava em encontrar Olivia, única membro da Fringe Division que ainda não estava com eles. E o reencontro não poderia ter sido mais emocionante. Mais do que ver Peter e Olivia se reencontrando, vê-la observar sua filha que ela a tanto tempo tinha perdido foi tocante. Uma Olivia que não pode ver a filha crescer e se torna a líder que ela se tornou. Uma Olivia que perdeu a infância da filha, momento de alegria. Agora, com Etta já adulta, o que restava à família era aproveitar o tempo que tinham a partir de agora juntos e salvar o mundo dos observadores.
A quinta temporada tem como base a procura das fitas gravadas por
Walter que continham um plano para salvar o planeta. Um plano que Walter
bolou com Donald que, mais tarde, nós descobrimos se tratar daquele
observador que todos aprenderam a amar: September. O Observador que
sentiu mais do que qualquer outro. E trocou tudo para sentir. A cada
fita encontrada em meio ao âmbar que dominava agora no nosso amado
laboratório de Harvard, o plano, e as peças que eles precisariam para
completá-lo, ia ser formando.
Foi muito bom ver Broyles ali, ao lado deles. Ele foi recrutado por Etta e ajudava a resistência internamente, já que continuava trabalhando como agente e tinha informações vitais a cerca dos planos. Ver o abraço dele com Olivia me remeteu ao quanto a relação foi crescendo ao longo das temporadas, a preocupação, o cuidado, tudo. Hoje acredito que de uma forma ou de outra, Broyles adotou Olivia, como filha o coração e ele faria qualquer coisa para protegê-la.
Essa temporada foi perfeita quando colocamos o quesito emocional em jogo. O sentimentalismo já era natural devido ao fato de ser a última temporada, mas as coisas realmente ficam emocionais quando novamente Peter e Olivia perdem sua filha pelas mãos de Windmark. Perder a filha pela segunda vez, era mais do que ambos poderiam suportar. E esse caso foi um divisor de águas na série. Olivia sempre foi do tipo que sofre de forma silenciosa, sem alardes. Peter perde a cabeça e implanta em si mesmo um dispositivo cerebral retirado de um dos observadores. Peter estava morrendo, mas não em seu sentido literal, mas figurativamente. O nosso Peter, o Peter que conhecemos estava morrendo. Ele estava se tornando um observador, prevendo os movimentos de Windmark para que, então, pudesse matá-lo e vingar a filha.
E é isso que nos rendeu um dos momentos mais tocantes, até então, da temporada. Olivia vai atrás de Peter, ela não iria perdê-lo novamente. Peter sempre precisou de Olivia ao seu lado e a necessidade era recíproca. Mas amanhã seria tarde, ele não sentiria mais nada, nem por ela, nem por Etta. Os observadores não sentem. Eles não conhecem a dor da perda, a alegria do reencontro, os efeitos de uma lágrima ou de um sorriso verdadeiro. Olivia está certa, isso é o que nos torna humanos, isso é nossa maior força. Ter alguém para lutar ao seu lado e saber que este alguém está com você por amor e não por medo, ou obrigação, é algo que não pode ser pago ou medido. Se tem uma coisa que aprendemos com Fringe é que o amor é nossa maior fortaleza, que nos leva a fazer coisa inimagináveis. O amor, e apenas ele.
Foi muito bom ver Broyles ali, ao lado deles. Ele foi recrutado por Etta e ajudava a resistência internamente, já que continuava trabalhando como agente e tinha informações vitais a cerca dos planos. Ver o abraço dele com Olivia me remeteu ao quanto a relação foi crescendo ao longo das temporadas, a preocupação, o cuidado, tudo. Hoje acredito que de uma forma ou de outra, Broyles adotou Olivia, como filha o coração e ele faria qualquer coisa para protegê-la.
Essa temporada foi perfeita quando colocamos o quesito emocional em jogo. O sentimentalismo já era natural devido ao fato de ser a última temporada, mas as coisas realmente ficam emocionais quando novamente Peter e Olivia perdem sua filha pelas mãos de Windmark. Perder a filha pela segunda vez, era mais do que ambos poderiam suportar. E esse caso foi um divisor de águas na série. Olivia sempre foi do tipo que sofre de forma silenciosa, sem alardes. Peter perde a cabeça e implanta em si mesmo um dispositivo cerebral retirado de um dos observadores. Peter estava morrendo, mas não em seu sentido literal, mas figurativamente. O nosso Peter, o Peter que conhecemos estava morrendo. Ele estava se tornando um observador, prevendo os movimentos de Windmark para que, então, pudesse matá-lo e vingar a filha.
E é isso que nos rendeu um dos momentos mais tocantes, até então, da temporada. Olivia vai atrás de Peter, ela não iria perdê-lo novamente. Peter sempre precisou de Olivia ao seu lado e a necessidade era recíproca. Mas amanhã seria tarde, ele não sentiria mais nada, nem por ela, nem por Etta. Os observadores não sentem. Eles não conhecem a dor da perda, a alegria do reencontro, os efeitos de uma lágrima ou de um sorriso verdadeiro. Olivia está certa, isso é o que nos torna humanos, isso é nossa maior força. Ter alguém para lutar ao seu lado e saber que este alguém está com você por amor e não por medo, ou obrigação, é algo que não pode ser pago ou medido. Se tem uma coisa que aprendemos com Fringe é que o amor é nossa maior fortaleza, que nos leva a fazer coisa inimagináveis. O amor, e apenas ele.

O plano que até então estava obscuro toma forma. Eles precisariam
construir um dispositivo para que pudessem viajar no tempo e mudar o
passado através de uma intervenção no futuro. Aí, Fringe vem e te dá
aquele aperto no peito quando te leva na primeira temporada. O menino
empático no episódio “Inner Child”, era na realidade uma criança
observador. Filho de September. Mas, diferente dos outros observadores
ele possuía uma inteligência superior a deles e ainda tinha a capacidade
de sentir. Se o menino fosse levado até o cientista no ano de 2167,
para que através da prova concreta de Michael os planos do tal cientista
em Oslo, Noruega, fossem alterados a invasão não aconteceria. E isso é
bem lógico considerando que, devido a sua alta capacidade mental ele se
comunica até mesmo de forma diferente, e com apenas um toque ele poderia
mostrar ao cientista no que as expedições resultariam. É importante
lembrar que os 12 cientistas que vieram fazer as primeiras expedições
não sabiam o propósito das mesma e a série também mostra que eles
passaram a desenvolver sentimentos devido ao tempo que passaram no
convívio dos humanos. O que é bem plausível, basta imaginar September
observando tudo que Walter fez por Peter ao longo dos anos, não vendo
nem mesmo universos como barreiras.
Quando Windmark captura Michael após ele descer do trem, obviamente as
habilidades do garoto o intrigam e ele quer destruí-lo para poder
entendê-lo. Windmark no fim também desenvolveu sentimentos, o ódio.
Talvez o ódio por não entender o que motivava os humanos a resistir. O
ódio por não entender todas as formas de conexões que só quem sente pode
entender. O ódio pela ignorância gerada por aqueles que queriam acima
de tudo avançar intelectualmente.
O plano de resgate de Michael envolve a necessidade do Lado B reaparecer. Uma última vez poderíamos ver como as coisas estavam por lá. Como Bolivia estava e se Lincoln tinha conseguido encontrar seu coração verdadeiramente. Após injetar o Cortexiphan [que dura 127 anos!], Olivia consegue atravessar para o outro lado. E ali eu percebi que não estava pronta para dizer adeus. Eu queria mais viagens entre os universos, eu queria saber mais sobre a vida do lado de lá, eu queria mais Bolivia, eu queria mais. Mas o abraço verdadeiro e inesperado entre as duas Olivias me mostrou que tudo estava bem e era hora de eu deixar tudo ir. As coisas estavam indo bem, as coisas iriam terminar bem. Se um universo foi a cura do outro, agora era hora de um ajudar a salvar o outro. Olive consegue resgatar Michael que, com aquele sorriso no rosto, sabia que ela viria por ele. Foi bom ver que família que Bolivia e Lee construíram era linda, eles estavam felizes, que Chelsea Clinton liderava as eleições para presidência nos EUA e, então, com um “vai salvar a sua [filha], Olivia volta para o Lado A. E eu disse meu Adeus a uma AltLivia que eu aprendi a amar, adeus aos zeppelins, adeus a Estátua da Liberdade de Bronze. As coisas estavam bem do outro lado. Mas sabe o que eu me pergunto: Será que a Altlivia conseguiu ver o arco-íris?
O plano de resgate de Michael envolve a necessidade do Lado B reaparecer. Uma última vez poderíamos ver como as coisas estavam por lá. Como Bolivia estava e se Lincoln tinha conseguido encontrar seu coração verdadeiramente. Após injetar o Cortexiphan [que dura 127 anos!], Olivia consegue atravessar para o outro lado. E ali eu percebi que não estava pronta para dizer adeus. Eu queria mais viagens entre os universos, eu queria saber mais sobre a vida do lado de lá, eu queria mais Bolivia, eu queria mais. Mas o abraço verdadeiro e inesperado entre as duas Olivias me mostrou que tudo estava bem e era hora de eu deixar tudo ir. As coisas estavam indo bem, as coisas iriam terminar bem. Se um universo foi a cura do outro, agora era hora de um ajudar a salvar o outro. Olive consegue resgatar Michael que, com aquele sorriso no rosto, sabia que ela viria por ele. Foi bom ver que família que Bolivia e Lee construíram era linda, eles estavam felizes, que Chelsea Clinton liderava as eleições para presidência nos EUA e, então, com um “vai salvar a sua [filha], Olivia volta para o Lado A. E eu disse meu Adeus a uma AltLivia que eu aprendi a amar, adeus aos zeppelins, adeus a Estátua da Liberdade de Bronze. As coisas estavam bem do outro lado. Mas sabe o que eu me pergunto: Será que a Altlivia conseguiu ver o arco-íris?

Quando Olivia retorna com o garoto, na series finale, o plano vai
finalmente se concretizar. Mas, alguém precisava guiar o menino até o
cientista. Walter tinha sido a causa da maioria dos problemas entre os
universos, e agora seria a salvação do nosso. Ele guiaria Michael para o
futuro, mas isso era uma passagem sem volta. A despedida de Walter e
Peter me dói demais. O tempo roubado, aquele tempo que eles nunca
deveriam ter tido juntos, valeu a pena. E ambos não trocariam por nada. E
eu me lembrei de cada vez que Walter dormiu na banheira, contou de Pi
até o infinito, trocou as escovas de dente, dormiu na cama de Peter e de
como tudo isso irritava Peter no começo, mas depois foi virando rotina,
cômico, e estava tudo bem. E no melhor momento da relação deles, Walter
precisava ir. Ele precisava fazer o que era certo mesmo que isso
significasse dizer adeus a sua coisa favorita. A sua coisa mais
favorita. O que tinha na carta que Walter deixaria para Peter ainda era
um mistério, mas não ficou as escuras.
Se Walter precisava ir, ele precisava ver algo antes. Então vemos aquela companheira de laboratório que mugia alto depois de refeição e por isso ficou no âmbar. Gene. Walter e nós, fãs precisamos ver ela uma última vez. Dar o último adeus aquela que foi companheira de todas as horas desde o piloto. Companheira de todas as horas, assim como Astrid. Sim, o nome certo porque ele é um nome bonito, bonito o suficiente para Walter se lembrar. E aposto que ele se lembrou de todos os momentos em que ela esteve com ele. Desde assistir o desenho incrivelmente profundo para a história de uma esponja até o fim. Ela sabia acalma-lo. E não Walter, este não era o fim. Não era....
Se Walter precisava ir, ele precisava ver algo antes. Então vemos aquela companheira de laboratório que mugia alto depois de refeição e por isso ficou no âmbar. Gene. Walter e nós, fãs precisamos ver ela uma última vez. Dar o último adeus aquela que foi companheira de todas as horas desde o piloto. Companheira de todas as horas, assim como Astrid. Sim, o nome certo porque ele é um nome bonito, bonito o suficiente para Walter se lembrar. E aposto que ele se lembrou de todos os momentos em que ela esteve com ele. Desde assistir o desenho incrivelmente profundo para a história de uma esponja até o fim. Ela sabia acalma-lo. E não Walter, este não era o fim. Não era....

Com as coisas se encaminhando para o fim, Olivia e Peter invadem onde os
observadores estavam e a dor em peito aumentou demais por relembrar
cada caso da primeira temporada. borboletas “invisíveis”(S01E09), o
parasita que mais parecia uma lula(S02E09) o vírus da gripe em tamanho
gigante (S01E11), a toxina que fechava todos os orifícios do corpo (S01E14)
as micro-ondas que explodem cabeças de ‘The Cure’(S01E16) e várias outras
referências. Além disso, em uma parede vemos a marca de uma mão com
sangue. Mão essa com seis dedos. Tal como a marca da série. E vemos o
resgate de um Broyles que havia sido torturado por Windmark, após ser
descoberto.
Quando o plano vai ser executado, September avisa Walter ele iria com o menino, com seu filho, para o futuro. E ele estava disposto a isso, mas ele não pode. Ele queria estar com seu filho, mostrar o que ele agora sentia por ele. Mas ele não pode. O tiro fatal mostra o fim do observer mais amado da série e nos mostra que música é a forma mais clara de mostrar o que sentimos. Michael toca para seu pai agora morto e tem sua mão tomada pela mão de um Walter que sabia o que fazer. Ele queria dar a chance de Peter ter com Etta o que os dois tiveram juntos. Para que Olivia e ele tivessem sua vida de volta. Com um olhar que já dizia tudo ele lê dos lábios do filho o último e sincero “eu te amo, Pai” e se vai.
Quando o plano vai ser executado, September avisa Walter ele iria com o menino, com seu filho, para o futuro. E ele estava disposto a isso, mas ele não pode. Ele queria estar com seu filho, mostrar o que ele agora sentia por ele. Mas ele não pode. O tiro fatal mostra o fim do observer mais amado da série e nos mostra que música é a forma mais clara de mostrar o que sentimos. Michael toca para seu pai agora morto e tem sua mão tomada pela mão de um Walter que sabia o que fazer. Ele queria dar a chance de Peter ter com Etta o que os dois tiveram juntos. Para que Olivia e ele tivessem sua vida de volta. Com um olhar que já dizia tudo ele lê dos lábios do filho o último e sincero “eu te amo, Pai” e se vai.

Windmark? Foi morto por uma Olivia que teve suas energias recarregadas
ao ver a bala. Todas as lembranças da invasão, da perda da filha por
duas vezes por culpa deles, culmina uma morte causada pelas habilidades
do Cortexiphan. Ela não esboça reação, ela sempre sente em silêncio.
Com a linha do tempo resetada para 2015, Peter e Olivia podem aproveitar seu dia com Etta no parque. Peter pode agora pode segurá-la nos braços e rodar com ela se divertindo sem medo do amanhã. A vida seguiria, agora sem Walter. Mas ele nãos seria esquecido. Peter acha a carta mencionada por Walter, a carta que continha o maior símbolo de amor e esperança que a série já mostrou: A tulipa branca. Peter ligaria para um Walter que não iria atender o telefone. Ele iria procurá-lo e encontraria um laboratório agora vazio. O laboratório onde tantas coisas aconteceram, agora estava desabitado e provavelmente limpo, sem mais experiências com frutas nele. Walter está bem, no futuro, com Michael.
O que eu imagino? Eu imagino um futuro onde os observadores não existam como nós o conhecemos e que sim, sejam algo parecido com Michael. A presença dos sentimentos neles agora faria com a invasão não acontecesse, pois eles teriam noção das consequências. Se eles não existiram e, portanto não interferiram nos fatos, porque Peter sobreviveu? Acredito que pelo fato de Peter já ser anomalia (ele some no fim da terceira temporada e volta na quarta) as regras não se aplicam a ele. Ele já havia burlado as leis físicas ao voltar naquela época.
A história recomeçaria ser contada do ponto onde a intervenção ocorre. A história permanece a mesma, exceto os fatos do S04E19 e toda quinta temporada. Mas sem Walter. E para isso é válido lembrar que ele foi reajustado na linha do tempo, indo para 2167, mas a linha tempo não sofreu grandes alterações. Como o que houve com Peter na terceira temporada.
Com a linha do tempo resetada para 2015, Peter e Olivia podem aproveitar seu dia com Etta no parque. Peter pode agora pode segurá-la nos braços e rodar com ela se divertindo sem medo do amanhã. A vida seguiria, agora sem Walter. Mas ele nãos seria esquecido. Peter acha a carta mencionada por Walter, a carta que continha o maior símbolo de amor e esperança que a série já mostrou: A tulipa branca. Peter ligaria para um Walter que não iria atender o telefone. Ele iria procurá-lo e encontraria um laboratório agora vazio. O laboratório onde tantas coisas aconteceram, agora estava desabitado e provavelmente limpo, sem mais experiências com frutas nele. Walter está bem, no futuro, com Michael.
O que eu imagino? Eu imagino um futuro onde os observadores não existam como nós o conhecemos e que sim, sejam algo parecido com Michael. A presença dos sentimentos neles agora faria com a invasão não acontecesse, pois eles teriam noção das consequências. Se eles não existiram e, portanto não interferiram nos fatos, porque Peter sobreviveu? Acredito que pelo fato de Peter já ser anomalia (ele some no fim da terceira temporada e volta na quarta) as regras não se aplicam a ele. Ele já havia burlado as leis físicas ao voltar naquela época.
A história recomeçaria ser contada do ponto onde a intervenção ocorre. A história permanece a mesma, exceto os fatos do S04E19 e toda quinta temporada. Mas sem Walter. E para isso é válido lembrar que ele foi reajustado na linha do tempo, indo para 2167, mas a linha tempo não sofreu grandes alterações. Como o que houve com Peter na terceira temporada.

A série se despede de maneira brilhante e emocionante. Os últimos Glyph Codes para desvendarmos? LOVED e CLOSE. Fringe foi mais do que amada pelos seus fãs e ainda é. E este é especial é apenas uma forma de mostrar o quanto a série é um marco na vida de cada fã, do que ela significa e do quanto ela foi amada.
E eu termino essa review estendendo a vocês uma Tulipa Branca. Nosso maior símbolo de esperança e amor. É difícil escrever sobre este fim, porque o meu adeus foi silencioso. Um silêncio em meio às lágrimas e sensações em meu coração que não queriam acreditar que estava acabando. No texto que eu escrevi aqui para o DDS eu disse que nós não queríamos que o nosso tempo com Fringe fosse roubado como aconteceu com Walter e Peter. Mas uma amiga minha sabiamente me lembrou que nós também roubamos nosso tempo com Fringe, afinal, essa temporada não era para ter existido, mas os fãs com todas as campanhas conseguiram mais treze episódios para fechar a série. Um adiamento da hora de dizer adeus, para aproveitar cada minuto e segundo, cada personagem e cada trejeito que estávamos vendo pela última vez. Se roubamos o tempo com essa maravilhosa e brilhante série, eu posso dizer que eu concordo com Water. Eu não trocaria por nada nesse mundo e não me arrependo do tempo roubado.
Uma série que não era sobre destino e sim mudar o destino, uma série sci-fi que foge a regra e se torna uma série sobre amor, no sentido mais puro e humano da palavra. Obrigada por caa lágrima, riso e choro. E obrigada a você, que aguentou ler este texto imenso até aqui.
We have had the time of our lives
And now the page is turned
The stories we will write
We have had the time of our lives
And I will not forget the faces left behind
It's hard to walk away from the best of days
But if it has to end, I'm glad you have been my friend
In the time of our lives
In the time of our lives
