Num gosto particular, já começo
dizendo que não sou grande fã das atuações da Angelina Jolie. Apesar de
sempre ser um prazer ver tanta beleza na tela do cinema quando ela
aparece, já senti vontade de abandonar a sessão em alguns filmes que ela
atuava (The Tourist, com Johnny Depp, por exemplo), mas também já a
achei incrível em Gia, e por aí vai; uma carreira com uma variação de
papeis que nunca me deram motivos suficientes para ter vontade mesmo de
vê-la em cena. Após assistir “A Troca” (2008, direção do mito
Eastwood), posso dizer que esse certamente é o papel de sua carreira.
Com
um filme baseado numa história real, Angelina interpreta Christine
Collins, uma mãe solteira que trabalha e vive para seu filho pequeno na
Los Angeles da década de XX. Com uma breve introdução, percebemos que o
menino e a mãe foram abandonados pelo pai, e assim seguem unidos
dia-a-dia. No dia de folga de Christine, ela acaba sendo chamada para
cobrir a falta de outra funcionária, e o garoto acaba ficando em casa
sozinho, com a promessa de irem ao cinema no dia seguinte. Acontece que
aquela seria a última vez que Christine veria seu filho, o qual
simplesmente sumiu sem deixar nenhum rastro.
A partir daí, tudo se complica em níveis absurdos. A mãe interpretada por Jolie é “praticamente” forçada (já explico as aspas) a cuidar desse garoto que nunca viu na vida para, assim, ajudar os corruptos policiais a melhorarem sua péssima reputação perante a cidade. Vamos analisar: cuidar de uma pessoa que nunca viu na vida e ter que aceitar que não vão mais procurar seu verdadeiro filho? Ops, NÃO vai rolar.
Com a ajuda do reverendo interpretado por John Malkovich (sempre bom vê-lo, mesmo que num papel pequeno), o qual luta para acabar com a corrupção do departamento de polícia de Los Angeles, Christine começa a coletar provas suficientes que provam que aquele garoto que alega ser seu filho não o é, apelando até para a imprensa. Mas quem tem o poder e não sabe usá-lo sempre vai ultrapassar os limites, e é o que acontece aqui. A situação para a mãe só piora, e sua ousadia em enfrentar o poder da cidade lhe traz uma punição severa.
O filme segue mostrando todos os obstáculos que seguem aparecendo na busca de Christine por seu filho desaparecido. No meio do problema com os policiais em Los Angeles e com a internação obrigatória da personagem, outra história surge e temos novamente um vislumbre de esperança para que tudo se resolva na vida de Christine, mas a situação exigirá força e coragem para as revelações que estão por vir.
Aqui, assumimos o sentimento materno da perda, o qual é abstrato a mim e a muitos que assistem ao filme, mas que é sentido no desespero e na necessidade que Jolie acaba transmitindo tão bem no papel de uma mãe amorosa e que vê em seu filho sua própria vida. A presença forte da mãe acaba mostrando também a força de uma mulher que bateu de frente com autoridades e com a sociedade, já que criou um filho sozinha e confrontou aqueles que a humilharam com coragem. Temos aqui uma mãe guerreira, e que por fora dessa armadura que assume para se defender e atacar, só deseja ter seu filho novamente e viver em paz.



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