Faz
muito tempo que tenho essa resenha sobre o meu livro favorito. Resolvi
postar e já me posicionar a respeito do que trouxe o livro de volta ao
cenário de Noticias: O lançamento do filme. E será provavelmente a
resenha mais difícil de fazer. Simplesmente porque colocar o meu coração
em palavras, não será fácil.
Sou
uma eterna apaixonada pelas palavras de Zusak e este não é meu livro
favorito a toa. Não foi escolha aleatória e, sim, por um simples motivo:
Ele me fez sentir. Me faz sentir tudo, todos os sentimentos. Cada página virada era uma real necessidade de absorver cada palavra e
querer desesperadamente lê-lo...e não querer, ao mesmo tempo, por saber
que eu seria preenchida por um vazio enorme quando eu o terminasse!
Publicado no Brasil em 2007 pela editora Intrínseca, “A
menina que roubava livros” se
passa durante a Segunda Guerra Mundial, na Alemanha que vivia sobre a
ditadura do "Führer". Ele nos conta a história de
Liesel Meminger que durante uma viagem de trem encontra seu irmão, que
viajava ao seu lado, morto. No cemitério, durante o enterro do irmão, é
onde ocorre seu primeiro roubo. Chegando na Rua Himell, 33, Molching,
nossa pequena roubadora é
entregue a uma família adotiva, Hans e Rosa Hubermann. O livro, narrado
pela morte, mostra nossa pequena "Sacudidora de palavras", seus
roubos, seu melhor amigo Rudy, sua família e mostra como Liesel
"encontrou a morte três vezes e saiu suficientemente viva das três
ocasiões".
Confesso
que embora eu lesse
muito, desde sempre, eu nunca havia me apaixonado por nenhum livro em
particular (foras as sagas épicas, como Harry Potter, The Lord of The
Rings e Crônicas de Nárnia).
E então Markus Zusak entrou em minha vida. Definitivamente posso dizer
que
poucos livros me tocaram tanto quanto "A menina que roubava livros". Se
você já o leu, vai me entender. Se você nunca o fez, deveria.
"A
menina que roubava livros" é mais do que uma história sobre segunda
guerra mundial. Ela é um relato ardente da parte não ouvida da história
Alemã. A Morte. É a história de quanta coisa um "Sinto Muito" pode
carregar. Como Saumensch e Saurkel, são xingamentos alemães carregados
de carinho quando saem da boca de Rosa. É uma explosão de cores e do que
elas significam. É uma história de como a cor do céu pode dizer muita
coisa.
As
aulas às duas da manhã entre papai e a doce Saumensch, me inspiravam. Torci, desesperadamente, por um
judeu
escondido no porão em plena ascensão nazista. Um Judeu que roubava o
céu. Ainda tem uma morte que é
animada, amável, agradável, afável...mas não simpática. Como não se
envolver nos
roubos de Liesel? A pequena especialista em ser deixada para trás pela
morte. Ah, Rudy...meu menino com os
cabelos cor de limão, como eu torci para você receber o seu beijo. Quantas vezes eu quis ajudar Hans a enrolar seus
cigarros enquanto ele tocava o seu acordeão...Quantas vezes quis visitar
a biblioteca da mulher do prefeito.
Minha
paixão com as palavras nasceu comigo, mas existem livros que aumentam
minha paixão a cada página, a cada vírgula, cada capítulo. A menina que
roubava
livros é um desses. Mexeu comigo de maneira inigualável. Zusak me
mostrou que não preciso temer a morte e, sim, aceitá-la despreocupada
porque ela se erguerá cordialmente sobre mim e me levará embora
gentilmente. Sempre me lembrarei de como fiquei paralisada quando
terminei as últimas palavras do livro. Suas últimas linhas.
As palavras de Zusak eram as algemas. São as algemas que me mantém presa ao livro até hoje. É o tipo de livro que não consegue largar, não quer largar. Você se apaixona pela história se apega aos personagens. Seu coração aperta a cada página.
Agora,
vamos ao assunto que me levou a publicar a resenha: O filme. Serei
direta, clara e objetiva: Odiei a ideia. Não gostei e sou contra. A
beleza que está nas palavras, na narração da morte e a simplicidade da
história será perdida num adaptação cinematográfica e a última coisa que
quero é ver o meu xodó sendo destruído para atrair bilheteria. Esse
livro é quase uma canção dos lamentos da alma e, coisas como essa, não
serão transmitidas da mesma forma. Mas, como o filme é um fato, eu
espero poder escrever sobre ele depois e dizer: Eu estava errada. Eu
quero isso, do fundo coração.
Graças
a ele, comecei a escrever. Me tornei uma "Sacudidora de Palavras" e
entendi como as elas eram, e ainda são, necessárias para mim. Dele vem minha frase favorita, a frase que me define: "Eu
amei as palavras e as odiei e espero tê-las usado direto"
P.S: Os seres humanos também me assombram.

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